Uma corda quando tracionada nas extremidades, com uma certa força, pode produzir sons. São as cordas vibrantes. O exemplo é a corda de um violão. No violão existe uma “tarracha” que permite que o músico aumente ou diminua a força de tração na corda, tornado o som mais grave (menos tração) ou mais agudo (mais tração). Porém, esse não é o único elemento envolvido na produção dos sons na corda. A espessura, a massa e o comprimento da corda, também constituem elementos constituintes na composição da nota musical. Ao posicionar o dedo em locais diferentes do braço do violão, o músico está variando o comprimento da corda e desse modo, também varia a frequência do som produzido. Um pequeno comprimento de corda determina um som mais agudo e um maior comprimento, mais grave. Desse modo, a frequência natural da voz humana também é determinada pelo comprimento, espessura e massa das nossas cordas vocais. Assim mulheres que têm as cordas vocais mais curtas possuem voz mais aguda (maior frequência) que os homens com vocais mais longas e que tem a voz mais grave (menor frequência). Assim como nossas digitais, ninguém tem as cordas vocais idênticas, ou seja, cada frequência vocal é única. A mudança de voz no homem, costuma ocorrer na puberdade. A produção de hormônios provoca o alongamento e aumenta a espessura das cordas vocais. A voz passa a ser então, mais grave. Um cantor pode ser classificado de acordo com sua frequência vocal. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Nem todos os sons são audíveis ao ser humano. Nossa audição somente consegue perceber sons, cuja frequência está situada entre 20 Hz e 20.000 Hz. Naturalmente, é a frequência que mais nos agrada ou irrita ao escutar a voz de uma pessoa. Aquela voz de locutor de FM, grave e muito agradável, ou a voz aguda e insuportável da vizinha. Alguns cantores, apesar de terem uma voz agradável, ela tem pouca amplitude (alcance) . É o caso de Roberto Carlos, Fábio Júnior e Emílio Santiago, cujas músicas dificilmente oferecem grande esforço vocal. Por outro lado, a maioria dos sertanejos, cantam num tom muito agudo, muitas vezes, de difícil alcance para outros cantores. Esse esforço enorme na voz, quase fez com que o cantor Zezé di Camargo encerrasse sua carreira. Suas cordas vocais se romperam, devido a um cisto que se formou entre elas. Um exemplo impressionante de mobilidade vocal era o de Elis Regina. Elis, cantava bem em qualquer frequência, com grande amplitude e com uma infinidade de recursos que embelezavam a melodia.
Porém, o culto à voz, em alguns casos tomou um rumo inesperado. Na Itália e grande parte da Europa, difundiu-se um procedimento bárbaro. Para impedir que os cantores mudassem de voz, os jovens eram castrado. A castração antes da puberdade (ou na sua fase inicial) impede a liberação para a corrente sanguínea das hormônios sexuais produzidas pelos testículos, que provocam o crescimento normal da laringe masculina (para o dobro do comprimento) entre outras características sexuais secundárias, como o crescimento da barba e a mudança de voz. A prática de castração de jovens cantores (ou castratismo) teve início no século XVI, tendo surgido devido à necessidade de vozes agudas nos coros das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Romana não aceitava mulheres no coro das igrejas. No fim da década de 1550, o duque de Ferrara tinha um castrati no coro da sua capela. Está documentada a sua existência no coro da igreja de Munique a partir de 1574 e no coro da Capela Sistina a partir de 1599. Na bula papal de 1589, o papa Sisto V aprovou formalmente o recrutamento de castratis para o coro da Igreja de S. Pedro. Na ópera, esta prática atingiu o seu auge nos séculos XVII e XVIII. O papel do herói era muitas vezes escrito para o castrati, como por exemplo nas óperas de Handel. Nos dias de hoje, esses papéis são frequentemente desempenhados por cantoras ou por contratenores. Todavia, a parte composta para os castratsi de algumas óperas barrocas é de execução tão complexa e difícil que é quase impossível cantá-la.
Muitos rapazes que eram alvo da castração eram crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua família numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde os professores eram músicos famosos. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham à entrada um cartaz com o aviso "Qui si castrano ragazzi" (Aqui castram-se rapazes). Em 1870, a prática de castração destinada a este fim foi proibida em Itália, o último país onde ainda era adotada. Em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castratis nos coros das igrejas. O último castrati a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi, em 1913. O mais famoso castrati do século XVIII foi Carlo Broschi, conhecido por Farinelli, tendo sido realizado um filme sobre a sua vida, Farinelli il Castrato. Farinelli dizem, tinha a capacidade de sustentar 150 notas em um só fôlego. Para fazer o filme, foi necessário juntar a interpretação de dois cantores, um contratenor e uma soprano. A voz mais grave atualmente pertence a Tim Storms e a voz mais aguda atualmente pertence à Georgia Brown. Essas vozes são inaudíveis ao ouvido humano e não é emitida por nenhum tipo de instrumento, sendo captada apenas por frequenciadores.
Entretanto, o estudo das coradas vibrantes levou os físicos a elaborarem uma teoria revolucionária para explicar a formação do Universo, conhecida como “Teoria das Cordas” . Essa teoria diz que as partículas primordiais são formadas por energia que, vibrando em diferentes tons, formaria diferentes partículas). De acordo com a teoria todas aquelas partículas que considerávamos como elementares, como os quarks e os elétrons, são na realidade filamentos unidimensionais vibrantes, aque chamaram “cordas”. Ao vibrarem as cordas originam as partículas subatômicas juntamente com as suas propriedades. Para cada partícula subatômica do universo, existe um padrão de vibração particular das cordas. A analogia da teoria consiste em comparar esta energia vibrante com as cordas de um violão, por exemplo.Como já dissemos antes, no violão, as cordas ao serem pressionadas em determinado ponto e feitas vibrar produzem diferentes sons, dependendo da posição onde posiciona-se o dedo. Da mesma forma, as diferentes vibrações energéticas poderiam produzir diferentes partículas (da mesma forma que uma corda pode produzir diferentes sons sem que sejam necessárias diferentes cordas, uma para cada som). Essa teoria é aceita por muitos físicos, como a que mais se aproxima da explicação da formação do “tecido” do Universo. Mas, isso é assunto para um outro artigo.
Voltando ao assunto das cordas vocais, quem gosta de animais, tem mais um motivo pra se revoltar em termos de maus tratos. Na Inglaterra, está sendo amplamente usada uma técnica chamada de “Cordectomia” , que consiste em amputar as cordas vocais de cães que latem muito. Uma prática cruel e muito polêmica, que começa também a ser usada no Brasil. A perda da voz pode trazer problemas ao cão relacionados à agressividade e a perda de empatia com o dono, uma vez que o latido é uma forma de comunicação e interação com as pessoas da casa.
Numa enquete recente, num fórum sobre técnicas vocais, os críticos escolheram a voz de Ney Matogrosso como a mais afinada da atualidade. De qualquer forma, quem acha que cantar bem é uma questão apenas de cordas vocais, se engana. Uma boa voz também depende de uma boa respiração, uso do diafragma, afinação e muito treino. Porém, mesmo que sua voz não seja boa, cante, pois como diz o ditado:” Quem canta, seus males espanta!”.
Porém, o culto à voz, em alguns casos tomou um rumo inesperado. Na Itália e grande parte da Europa, difundiu-se um procedimento bárbaro. Para impedir que os cantores mudassem de voz, os jovens eram castrado. A castração antes da puberdade (ou na sua fase inicial) impede a liberação para a corrente sanguínea das hormônios sexuais produzidas pelos testículos, que provocam o crescimento normal da laringe masculina (para o dobro do comprimento) entre outras características sexuais secundárias, como o crescimento da barba e a mudança de voz. A prática de castração de jovens cantores (ou castratismo) teve início no século XVI, tendo surgido devido à necessidade de vozes agudas nos coros das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Romana não aceitava mulheres no coro das igrejas. No fim da década de 1550, o duque de Ferrara tinha um castrati no coro da sua capela. Está documentada a sua existência no coro da igreja de Munique a partir de 1574 e no coro da Capela Sistina a partir de 1599. Na bula papal de 1589, o papa Sisto V aprovou formalmente o recrutamento de castratis para o coro da Igreja de S. Pedro. Na ópera, esta prática atingiu o seu auge nos séculos XVII e XVIII. O papel do herói era muitas vezes escrito para o castrati, como por exemplo nas óperas de Handel. Nos dias de hoje, esses papéis são frequentemente desempenhados por cantoras ou por contratenores. Todavia, a parte composta para os castratsi de algumas óperas barrocas é de execução tão complexa e difícil que é quase impossível cantá-la.
Muitos rapazes que eram alvo da castração eram crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua família numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde os professores eram músicos famosos. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham à entrada um cartaz com o aviso "Qui si castrano ragazzi" (Aqui castram-se rapazes). Em 1870, a prática de castração destinada a este fim foi proibida em Itália, o último país onde ainda era adotada. Em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castratis nos coros das igrejas. O último castrati a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi, em 1913. O mais famoso castrati do século XVIII foi Carlo Broschi, conhecido por Farinelli, tendo sido realizado um filme sobre a sua vida, Farinelli il Castrato. Farinelli dizem, tinha a capacidade de sustentar 150 notas em um só fôlego. Para fazer o filme, foi necessário juntar a interpretação de dois cantores, um contratenor e uma soprano. A voz mais grave atualmente pertence a Tim Storms e a voz mais aguda atualmente pertence à Georgia Brown. Essas vozes são inaudíveis ao ouvido humano e não é emitida por nenhum tipo de instrumento, sendo captada apenas por frequenciadores.
Entretanto, o estudo das coradas vibrantes levou os físicos a elaborarem uma teoria revolucionária para explicar a formação do Universo, conhecida como “Teoria das Cordas” . Essa teoria diz que as partículas primordiais são formadas por energia que, vibrando em diferentes tons, formaria diferentes partículas). De acordo com a teoria todas aquelas partículas que considerávamos como elementares, como os quarks e os elétrons, são na realidade filamentos unidimensionais vibrantes, aque chamaram “cordas”. Ao vibrarem as cordas originam as partículas subatômicas juntamente com as suas propriedades. Para cada partícula subatômica do universo, existe um padrão de vibração particular das cordas. A analogia da teoria consiste em comparar esta energia vibrante com as cordas de um violão, por exemplo.Como já dissemos antes, no violão, as cordas ao serem pressionadas em determinado ponto e feitas vibrar produzem diferentes sons, dependendo da posição onde posiciona-se o dedo. Da mesma forma, as diferentes vibrações energéticas poderiam produzir diferentes partículas (da mesma forma que uma corda pode produzir diferentes sons sem que sejam necessárias diferentes cordas, uma para cada som). Essa teoria é aceita por muitos físicos, como a que mais se aproxima da explicação da formação do “tecido” do Universo. Mas, isso é assunto para um outro artigo.
Voltando ao assunto das cordas vocais, quem gosta de animais, tem mais um motivo pra se revoltar em termos de maus tratos. Na Inglaterra, está sendo amplamente usada uma técnica chamada de “Cordectomia” , que consiste em amputar as cordas vocais de cães que latem muito. Uma prática cruel e muito polêmica, que começa também a ser usada no Brasil. A perda da voz pode trazer problemas ao cão relacionados à agressividade e a perda de empatia com o dono, uma vez que o latido é uma forma de comunicação e interação com as pessoas da casa.
Numa enquete recente, num fórum sobre técnicas vocais, os críticos escolheram a voz de Ney Matogrosso como a mais afinada da atualidade. De qualquer forma, quem acha que cantar bem é uma questão apenas de cordas vocais, se engana. Uma boa voz também depende de uma boa respiração, uso do diafragma, afinação e muito treino. Porém, mesmo que sua voz não seja boa, cante, pois como diz o ditado:” Quem canta, seus males espanta!”.
Lourival Filho
17:46:00 . 04 Fev 2010
Sindicação
16/03/2010 @ 18:51:43
por Leandro, primo da Bia ai :DD
oncordo com tudo que foi postado ...
15/03/2010 @ 21:13:44
por Leonardo Kaique
Concordo com tudo que foi postado ...
15/03/2010 @ 21:11:16
por Leonardo Kaique
muito interessante mesmo :D, aliás, ao ...
11/03/2010 @ 20:11:13
por Eliezer
Muito interessante esse texto. É informativo ...
11/03/2010 @ 19:42:17
por Biia