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Prof. Lourival Filho
A Velocidade da Luz Variável
A velocidade da luz variável
Prof.: Lourival Filho
   A teoria do Big-Bang, fortemente enraizada nos meios científicos como a mais coerente com a criação do Universo , prevê que o Universo como conhecemos, partiu de um pequeno ponto no espaço, chamado “singularidade” e que ao receber uma gigantesca quantidade de energia passou a se expandir até o estágio atual e continua se expandindo.
      
Embora Einstein acreditasse em um universo estático e infinito , sua Teoria da Relatividade forneceu ferramentas importantes para o desenvolvimento de outras teorias, inclusive a de um universo em expansão,defendida por Friedmann e mais tarde demonstrada matematicamente por Hublle e que finalmente levou a Teoria do Big-Bang de Stephen Hawking.
      É necessário, antes salientar o que seriam as três conseqüências mais importantes da Relatividade
       a) A constância da velocidade da luz para todos os observadores em todos os cantos do Universo, independentes de seu referencial ou seu estado de repouso ou de movimento.
      A existência de um limite para a velocidade máxima que um corpo pode atingir, que é a da luz no vácuo, tem um enorme impacto na maneira como nós vemos todo o Universo e a nós mesmos , ou seja, mesmo um planeta, em outra galáxia, a poucos anos-luz de distância , no grau de tecnologia atual, seria impossível de ser visitado.O resultado disso é a certeza de que ficaremos confinados no nosso cantinho por muito tempo.
b)O conceito de um mundo em quatro dimensões: comprimento, largura, profundidade e tempo.
     Segundo Einstein, o espaço e o tempo variam de acordo com a posição do observador e seu estado de movimento. Espaço e tempo podem se contrair ou dilatar de acordo com o movimento relativo entre o observador e o objeto .
         Pense um pouco: se o espaço se contrair e o tempo se dilatar, não seria então uma parte do espaço que estaria se convertendo em tempo?
. Esse é o modo como vemos o mundo atualmente e que é chamada de “Espaço – Tempo de Minkowski “, em homenagem a um cientista que quando professor ,chamou o estudante Albert Einstein de “preguiçoso”. Entretanto, de modo parecido com o Princípio da Conservação da Energia, embora espaço e tempo variem , sua totalidade permanece constante para todos.
c) E= m.c² , a equação mais famosa do século que descreve a a conversão de massa em energia e que limita a velocidade da luz como a máxima do universo.
    
De modo incrivelmente simples e desconcertante, Einstein mostrou que ao contrário do que Newton dizia, a massa de um corpo não era constante , mas aumentava com a velocidade . Porém, quando a massa de um corpo atinge a velocidade da luz, ela se torna infinita, ficando impossível continuar a acelerá-la, uma vez que seria necessária uma força também infinita.

   
É nesse ponto que começa nossa especulação, pois como a Teoria da Relatividade prevê que matéria e energia são conceitos equivalentes, então, se fosse possível acelerar um corpo até a velocidade da luz, seria também possível desacelerar a luz até um valor menor do que 300.000 km/s e contrariar o princípio da constância da velocidade da luz, ou seja passaríamos a ter a velocidade da luz variável. Porém, derrubar a Teoria da Relatividade não é uma tarefa simples assim.

  
Mas, como esse artigo é uma especulação, vamos nos divertir com essa idéia de derrubar a Teoria da Relatividade.Vamos verificar se existe a possibilidade da luz ter tido uma velocidade diferente da que tem hoje.

  
O mais simples dos enigmas da Teoria do Big-Bang, chama-se de “problema do horizonte”. O Universo nasceu de uma singularidade e começou a se expandir, então quando você olha uma estrela que se encontra a 100.000 anos-luz da Terra, significa que você está olhando o passado remoto, ou seja, você está vendo a estrela como ela era há 100.000 anos , que foi o tempo que a luz dela demorou para chegar à Terra, ou seja, quanto mais longe você vê, mais se aproxima do passado e do instante da criação.

      
Agora imagine que você comece a ver cada vez mais longe e conseguisse ver a luz de uma estrela que se encontra a 15 bilhões de anos-luz da Terra. Como o Universo tem essa mesma idade ,você estaria vendo a luz que foi emitida no ato da criação, o Big-Bang, e não poderia ver mais nada que estivesse além disso , nem que você construísse o mais potente telescópio da Terra . Essa distância seria o “horizonte” do Universo, o limite da "bolha " que nos envolve.
Por essa , Einstein não esperava , logo ele que defendia a idéia do Universo infinito e estático, a tal ponto de introduzir em suas equações da Relatividade , uma tal de "constante cosmológica" , hoje chamada de "o  grande erro de Einstein".
 
      Porém , o que parecia um devaneio, a idéia de que a velocidade da luz nem sempre foi a mesma, ganhou força com uma coisa chamada de "geometria não comutativa" .
        Ela define
o espaço-tempo contínuo de Minkowski concentrado em “grãos” de espaços ou espaços não-contínuos. Deixa eu te explicar: Quando eu atravesso uma ponte sobre um rio, o espaço que eu percorro é contínuo,portanto eu posso fazer o percurso mantendo a minha quantidade de movimento constante.
     Agora, imagine que a ponte quebrasse e alguém colocasse algumas pedras espaçadas umas das outras, de modo que eu tivesse que atravessar o rio pulando de pedra em pedra. Ao atravessar esse espaço não-contínuo, eu teria que gerar mais impulso, para pular de uma pedra para outra , e assim teria que aumentar a minha velocidade e quanto mais afastados estivessem os "grãos", maior teria que ser a minha velocidade para poder atravessar esses espaços descontíuos.
Mesmo tendo caráter onda-partícula, a luz obedece a equação fundamental da ondulatória, logo, para comprimentos de onda muito pequenos, sua frequência se eleva substancialmente e a luz adquire velocidade diferente. É o que acontece com as cores monocromáticas: O vermelho tem menor frequência, maior comprimento de onda e maior velocidade que as outras cores , porém não excede o limite de 300.000 km/s. 
   
Pois bem, ao investigar a propagação de fótons nesses espaços não-comutativos, chega-se a conclusão que a luz com comprimento de onda maior que esses “grãos” se comporta normalmente, porém para comprimentos de ondas muito menores que o tamanho desses “grãos”,ou seja com alta frequência, a luz "perceberia" que não estaria se propagando num espaço contínuo e começaria a saltar de grão em grão, aumentando continuamente a velocidade, quanto mais afastados estivessem os "grãos", variando sua velocidade ,podendo até mesmo exceder o limite de 300.000 km/s,o que contraria a Teoria da Relatividade.
       Ou seja, em espaços descontínuos, a luz tem velocidade maior do que a sua velocidade em espaços contínuos, seja no vácuo ou em qualquer outro meio e quanto mais descontínuos esses espaços, maior será a sua  velocidade
.
          Não sei se
 essa tal de "geometria não-comutativa" é um négócio sério ou não, mas abriu espaço para acreditarmos que em frequencias extremamente altas, a luz poderia exceder os 300.000 km/s. Por outro lado, se começarmos a reduzir o "horizonte" do Universo, reduzindo seu tamanho, até retornarmos ao momento do Big-Bang, veremos que o Universo na "singularidade",era incrivelmente denso e que o plasma cósmico era muito quente, logo a energia ou freqüência dos fótons eram extremamente altas e o seu comprimento de onda eram infinitamente reduzidos, portanto, o plasma  muito quente do Big-Bang levou a luz a uma velocidade absurdamente mais elevada do que é hoje, não pelo fato do universo ser muito jovem, mas pelo fato da temperatura ser muito alta.
     Parece então, que a proposta da "Teoria dos Grãos" e a velocidade de uma luz variável, começa a fazer um enorme sentido, quando submete-se a luz a situações adversas, como foi o caso do Big-Bang.
      Porém, tudo indica, que à proporção que o Universo foi se expandindo e esfriando, a velocidade da luz foi diminuindo até chegar ao valor que é hoje e, desse modo, tenderá a diminuir mais ainda, pois a inflação cósmica continua.

       Por mais estranho que pareça, essa teoria da velocidade da luz variável , tem tudo para ser o elo que falta para interligar o caráter estatístico da Física Quântica com a certeza matemática da Física Clássica.
20:12:42 . 15 Maio 2008
Admin · 290 vistos · 4 comentários

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http://blogspot-loufilho.criarumblog.com/Lourival-b1/A-Velocidade-da-Luz-Variavel-b1-p7.htm

Comentários

Comentário de: Hamilton Gil de Oliveira [ Visitante ] Website
O comentario vem a ser perfeitamente logico tudo o que eu descrevi!!!!!!!!! E possivel demonstrar as equacoes de Einstein sao tao corretas como 1 + 3=4 . ( o Universo nao poderia ter surgido de uma outra forma!!!!!!!!!!!) ele teve um inicio segundo Albert Einstein.
   09/01/2010 @ 02:51:46
Comentário de: Hamilton Gil de Oliveira [ Visitante ] Website
Eu tenho uma teoria de que a velocidade da luz e uma constante como afirmava. Albert Einstein. pois os referenciais para C = velocidade da luz, nunca existiram(ela e uma constante e a maxima do universo!!!!!!!!!!!.esta sempre a frente de qualquer outro ente cosmico!!!!!!!!!!!(Albert Einstein esta certo e ele nunca foi preguicoso como afirmam. ele foi o maior genio de todos os tempos da fisica, ate mesmo da imaginacao espantosa que ele tem!!!!!!!!!!!!!! as equacoes de Einstein sao terrivelmente exatas. ele estudou o passado e o futuro apoiados na relatividade. ele esteve a mais de 100 anos a nossa frente onde cientistas (entre aspas) nao conseguem explicar o que acoontece hoje nos dias atuais. o tempo e relativo e a velocidade.
   09/01/2010 @ 02:39:52
Comentário de: Angus Mu545h1 [ Visitante ] Website
Excelente! òtimma nova forma de proposição. muito bom
   18/08/2008 @ 12:03:44
Comentário de: sady..aluno do geo renascença..segunda fileira(meio) [ Visitante ]
prof..onde vc busca essas coisas doidas.....doidas mas verdadeira.....um abraço..
   19/05/2008 @ 20:48:40

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